{"id":517,"date":"2012-01-30T10:34:07","date_gmt":"2012-01-30T13:34:07","guid":{"rendered":"http:\/\/cequiro.com\/?p=517"},"modified":"2023-05-18T13:35:08","modified_gmt":"2023-05-18T16:35:08","slug":"terapia-miofascial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cequiro.com\/index.php\/30\/01\/2012\/terapia-miofascial\/","title":{"rendered":"Terapia Miofascial"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/cequiro.com\/index.php\/30\/01\/2012\/terapia-miofascial\/pts-g03\/\" rel=\"attachment wp-att-521\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"521\" data-permalink=\"https:\/\/cequiro.com\/index.php\/30\/01\/2012\/terapia-miofascial\/pts-g03\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03.jpeg?fit=510%2C340&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"510,340\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Pts-G03\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03.jpeg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03.jpeg?fit=510%2C340&amp;ssl=1\" class=\"alignleft size-medium wp-image-521\" title=\"Pts-G03\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03-300x200.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cequiro.com\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pts-G03.jpeg?w=510&amp;ssl=1 510w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em uma de minhas aulas, um dos alunos comentou que a Terapia Miofascial que ele havia aprendido era bem diferente daquilo que eu estava ensinando. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o bastante comum e me fez lembrar um artigo de autoria de um terapeuta americano que li h\u00e1 alguns anos. Portanto, o debate a respeito do que \u00e9, exatamente, a terapia miofascial j\u00e1 dura algumas d\u00e9cadas. Quero aqui esclarecer alguns pontos:<\/p>\n<p>Primeiro, terapia miofascial \u00e9 toda t\u00e9cnica de tratamento ou procedimento que previna ou alivie sintomas e sinais relacionados aos tecidos miofasciais. \u00c9 um termo abrangente e pode ser usado para v\u00e1rios tratamentos. Sendo que a maioria dos terapeutas atualmente usam o termo \u201cterapia miofascial\u201d como um termo gen\u00e9rico para descrever m\u00e9todos de tratamento f\u00edsicos aplicados aos m\u00fasculos esquel\u00e9ticos (mio) e seus tecidos conectivos (fascia). Estes tecidos, tomados como uma unidade anat\u00f4mica e funcional s\u00e3o chamados de \u201cmiofascia\u201d ou \u201ctecidos miofasciais\u201d.<\/p>\n<p>O termo terapia miofascial parece ter sido usado, pela primeira vez, na d\u00e9cada de 1950 por um m\u00e9dico osteopata americano de Beverly Hills, Calif\u00f3nnia. Travell e Simons, autores do famoso <em>Trigger Points Manual<\/em> (Manual de pontos-gatilhos), usou o termo poucas vezes. No in\u00edcio dos anos 90, o termo j\u00e1 era bastante usado em artigos de publica\u00e7\u00f5es osteop\u00e1ticas e quiropr\u00e1ticas. Logo foram seguidos por outros autores e terapeutas nas \u00e1reas da fisioterapia e massagem.<\/p>\n<p>Segundo, o termo \u201cterapia miofascial\u201d, originalmente, referia-se ao diagn\u00f3stico e tratamento de pontos-gatilhos miofasciais. Durante a d\u00e9cada de 1990, por\u00e9m alguns terapeutas come\u00e7aram a usar o termo num sentido mais gen\u00e9rico. Come\u00e7aram a us\u00e1-lo para referir-se a quase todas as formas de terapia corporal na qual o terapeuta trata problemas dos tecidos moles de seus pacientes. Da mesma forma, algumas pessoas usam o termo para diferentes tipos de massagem, Rolfing e terapia ou t\u00e9cnica neuromuscular. Enquanto terapeutas de diferentes abordagens tratem os tecidos miofasciais de seus pacientes o termo est\u00e1 corretamente aplicado.<\/p>\n<p>Existem ainda alguns que usam o termo terapia miofascial para qualquer forma de tratamento de tecidos moles. \u00c9 quest\u00e3o de debate se isto \u00e9 apropriado. Por exemplo, um quiropr\u00e1tico ou um m\u00e9dico em medicina desportiva pode enfocar seu tratamento em ligamentos lesionados. Neste caso, aplicar o termo terapia miofascial parece ser impreciso. Isto porque os ligamentos n\u00e3o s\u00e3o propriamente classificados como m\u00fasculos ou tecidos conectivos revestindo m\u00fasculos. Mas, pode-se argumentar de outra forma. Reflexamente, um ligamento lesionado pode induzir contra\u00e7\u00f5es musculares protetoras e estas podem vir a se tornar um problema cl\u00ednico. Podem causar, por exemplo, um desequil\u00edbrio biomec\u00e2nico ou ainda, comprimir e ativar pontos-gatilhos miofasciais. Caso a repara\u00e7\u00e3o dos ligamentos alivie a complica\u00e7\u00e3o miofascial parece adequado classificar o tratamento dos ligamentos como terapia miofascial.<\/p>\n<p>Portanto, opini\u00f5es sobre o uso apropriado do termo \u201cterapia miofascial\u201d podem diferir entre si. Provavelmente a melhor conduta \u00e9 que cada um que o use, especifique o que com ele quer significar. Caso contr\u00e1rio o termo pode ter pouco significado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma de minhas aulas, um dos alunos comentou que a Terapia Miofascial que ele havia aprendido era bem diferente daquilo que eu estava ensinando. 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